Evolução das concepções: Reflexão 9
Quarto semestre
Professor Reflexivo
Como professores reflexivos devemos parar como este professor acima na imagem e pensar na nossa prática docente porque devemos levar em
conta que ao longo dos últimos vinte anos a criança vem evoluindo
gradativamente. Atualmente, não leva sete dias para abrir os olhos e podemos
observar, por exemplo, que para elas tudo é simples: mexem em celulares,
computadores, deixando muitos adultos admirados.
Com essa
evolução, algumas mudanças ocorreram em sua educação, nas maneiras, na
convivência, e na forma de construção de valores, sendo que, automaticamente,
essas mudanças são incorporadas ao dia a dia dos pequenos. E, isso tudo
permitiu, também, uma evolução cognitiva mais avançada e exigente.
A
modernidade deve ser entendida num nível institucional, mas as transformações
introduzidas pelas instituições modernas se entrelaçam de maneira direta com a
vida individual, e, portanto com o eu. Uma das características distintivas da
modernidade, de fato, é a crescente interconexão entre os dois “extremos” da
extensão e da intencionalidade: influências globalizantes de um lado e
disposições pessoais do outro. (GIDDENS, 2002, p.9)
Diante disso,
enquanto professores nos deparamos com uma forte mudança que a criança
acompanha, mas o sistema educacional não. Ele está estagnado e acaba por não
acompanhar essa evolução, limitando o desenvolvimento das habilidades inerentes
a nossos alunos e restringindo a construção de seu conhecimento e autonomia.
Enfim, fomos
convocadas ao objetivo maior de nossa missão: reconstruir o processo de
ensino/aprendizagem através daquilo em que acreditamos, ou seja, promover por
meio da investigação e pesquisa a oportunidade de nossos alunos serem
protagonistas de seu processo de construção da aprendizagem. E, para isso, foi
fundamental a ação através de uma pedagogia de projetos ativa.
Destarte,
desejamos que nossos alunos sejam sujeitos pensantes, pois segundo Fagundes et
al. (2006, p. 18):
Se o ser humano deixa de ser uma criança perguntadora,
curiosa, inventiva, confiante em sua capacidade de pensar, entusiasmado por
explorações e por descobertas, persistente nas suas buscas de soluções, é
porque nós, que o educamos, decidimos “domesticar” essa criança, em vez de
ajudá-la a aprender, a continuar aprendendo e descobrindo. (FAGUNDES et al.
(2006, p. 18)
Portanto ao
aplicarmos a metodologia de Projeto de Aprendizagem junto às nossas escolas e
alunos, estamos caminhando em direção à mudança no ensino/aprendizagem, mudança
na educação, pois estamos oportunizando, na prática, que nossos alunos tenham
um espaço de construção de conceitos e visão de mundo, a partir de sua
realidade, de suas curiosidades.
Referências:
FAGUNDES, Léa da
Cruz; SATO, Luciane Sayuri; MAÇADA, Débora Laurino. Aprendizes do futuro: as inovações começaram! São Paulo: Agência
Espacial Brasileira, 2006.
Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1881763/mod_folder/content/0/Aprendizagens%20do%20futuro.pdf?forcedownload=1

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