SISTEMA DE
NUMERAÇÃO
O ensino da numeração, na escola, geralmente se limita à
leitura e escrita dos números e á identificação do lugar das unidades, das
dezenas, das centenas, e assim por diante. A criança pode ser muito hábil
nesses aspectos e, mesmo assim não compreender os princípios subjacentes que
regem o sistema de numeração. Sem compreender, não fazem generalizações,
resignam – se a não entender e a utilizar
o conhecimento mecanicamente ( GOLBERT, 2000).
O professor tem de
ter a consciência de que a numeração não
pode ser atingida através de explicações verbais sobre o valor das dezenas, centenas
ou milhares, a compreensão do sistema decimal, requer da criança habilidade em:
fazer grupos, desmanchar grupos,fazer grupos de uma ordem superior, ou seja,
fazer grupos de grupos, trocar um grupo de uma determinada ordem por uma
unidade de ordem superior ou inversamente, decompor uma unidade de ordem superior
em grupos de ordem inferior, codificar e decodificar.
Vem daí a base conceitual para a compreensão do sistema
posicional e das operações de adição e subtração (GOLBERT 2002).
Num
momento posterior, é indicada a utilização de materiais que representam coleções
multiunitárias (como blocos de 1, 10, 100 e 1000, por exemplo), na medida em
que facilitam a compreensão do sistema decimal e das operações de adição e
subtração de números multidígitos. São necessárias muitas e variadas
experiências com trocas de 10 unidades para 1 dezena, 10 dezenas para 1
centena, e assim por diante, para os alunos fazerem generalizações que os
habilitem a ir além dos objetos físicos e fazer relações entre os nomes,
quantidades e símbolos numéricos.
Também aqui, é fundamental que o professor conheça as
características de pensamento de seus alunos, para não exigir, precocemente,
que ponham em ação um tipo de pensamento desvinculado dos interesses, intenções
e significados que constituem a matriz do pensamento infantil. Esta exigência
pode ter graves consequências, como a criação de barreiras cognitivas e
afetivas na aprendizagem da matemática, as repetências, a evasão. Sob o ponto
de vista de Rivière (1995) o ensino da matemática deve ser um diálogo entre os conhecimentos informais que a criança
adquiriu na vida e as formalizações aprendidas na escola.
É importante que o professor considere os benefícios da
construção de conceitos através de materiais concretos, situações-problema e
jogos. Convém, também, que o professor considere os malefícios da mecanização
de cálculos isolados, sem qualquer sentido. Enquanto as crianças não
compreendem o sistema posicional, os cálculos podem representar um risco, como
nos procedimentos de “levar um” e “pedir emprestado”.
Na minha prática apresento dificuldade em explicar o
valor posicional de um número, por este motivo resolvi colocar a escrita dos
autores na íntegra.
Procuro usar materiais concretos com meus alunos, como:
tampinhas, palitos, potes, botões, material escolar, material dourado, etc.
Referências:
Livro: Ser professor é ser pesquisador, editora mediação, organizadores, fernando Becker e Tania BI marques

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