PEDAGOGIA DA PERGUNTA


Paulo Freire” sempre defendeu o foco do ensino : aprendizagem centrada no aluno e no aprender e não no docente e no ensinar.
A Pedagogia da pergunta institui uma aprendizagem mediada por perguntas a partir das quais é possível investigar um problema e encontrar soluções para tal, de modo que vá se desenvolvendo um pensamento ativo, criativo e crítico nos alunos. Para Paulo Freire, a educação não pode acontecer sem esse princípio.
Segundo o educador, todo conhecimento começa pela pergunta e pela curiosidade, que é uma pergunta. É na pergunta que está o interesse, ou a fome pelo conhecimento necessário para nutrir o pensamento na busca de significados.
Lembro que na interdisciplina de ciências o professor começou a sua aula fazendo uma pergunta: - O que é ciências?
Esta pergunta me fez pensar e refletir no que seria ciências, e o que seria ciências para meus alunos?
Lembro que o professor pediu para que escrevêssemos o que quiséssemos, sem repreensão e sem punição, livres para nos expressarmos. Foi uma atividade simples e muito interessante, que me fez pensar e buscar a resposta. “Isto vem a concordar com Paulo Freire que afirmou” A pergunta desperta e conserva a curiosidade e a crítica e, nesse percurso, acaba melhorando consideravelmente a maneira de pensar, imaginar e criar como resultado do exercício de diferentes habilidades e competências.
Passei a fazer isto com meus alunos e descobri o que os interessava o que queriam aprender, o ensino assim torna-se valioso, pois os alunos passam a pesquisar e a construir seu próprio conhecimento.
Amei fazer à atividade de perguntas para os alunos e observar suas respostas, o próprio aluno fazia a pergunta e ele próprio dava a resposta.
Nós professores devemos parar de dar respostas e dar mais espaço as perguntas. Pois nos dias atuais observamos “o despreparo do professor para trabalhar com a pedagogia da pergunta e preparar assim o espírito de pesquisa. O professor despreparado escandaliza-se, enlouquece, exclui o aluno e, finalmente apaga da memória a pergunta”
 Por isso, desafie-se a não dar respostas e sim criar espaços e tempos nas aulas para torná-las mais criativas e interativas e desafie seus alunos a buscar novas perguntas! Assim, os encontros se tornarão cada vez mais significativos e construtivos. (Paulo Freire)


Referências:
educacao.faber-castell.com.br › Professores › Trocando ideias
 Ser professor é ser pesquisador, editora mediação,organizadores, Fernando Becker e Tania BI Marques




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