Evolução das concepções: Reflexão 10
Quarto Semestre
A escola como instituição pública
A escola como
instituição pública é um espaço privilegiado para o desenvolvimento das
relações sociais. É neste ambiente que a criança e o jovem interagem com grupos
de sua idade, criam vínculos e laços de convivência, além de desenvolverem
habilidades e competências para continuar seu processo de aprendizagem.
(Projeto Político Pedagógico).
Segundo Libâneo, os meios e condições de
consecução desse propósito são assegurados pelas formas de organização escolar
e de gestão. Para Libâneo no processo de organização e gestão existem duas
concepções bastante diferenciadas em relação às finalidades sociais e políticas
da educação: a concepção científico- racional e a concepção sociocrítica.
Na concepção científico- racional existe uma visão
mais burocrática e tecnicista da escola, as escolas que operam nesse modelo dão
mais ênfase à direção centralizada e ao planejamento com pouco participação das
pessoas, sendo este modelo o mais comum encontrado na nossa realidade
educacional brasileira.
A concepção sociocrítica é bem diferente, nela
toda organização age como um só corpo, considerando ações, intenções e
sugestões de todo o grupo. Tanto a gestão como o processo de tomada de decisões
se dão coletivamente, possibilitando aos membros do grupo a discussão pública
de projetos e o exercício de práticas colaborativas.Refletindo nessas
concepções percebo que minha escola ainda é científico-racional, que está
engatinhando para uma concepção sociocrítica, pois analisando o PPP (Projeto Político pedagógico) da escola
percebe-se nitidamente que ele foi embasado na democracia, conforme deixa claro
na sua filosofia e proposta que são de parceria entre o estabelecimento de
ensino e a comunidade,
para explorar e construir conhecimentos segundo as necessidades de seu
desenvolvimento e considerando as diferenças étnicas, culturais, religiosas,
raciais, econômicas e sociais. Assim, a educação integral do aluno deverá ter
como embasamento sua vivência para que ocorra o desenvolvimento do seu senso
crítico e de sua cidadania, onde o respeito e a solidariedade sejam princípios
para a formação de um cidadão que saiba cumprir seus deveres e, em
contrapartida, saiba também lutar pelos seus direitos. Um cidadão apto ao
diálogo, ao respeito ás diferenças e liberdades individuais, que tenha
consciência de si e do outro, com capacidade de agir, interagir e intervir no
meio em que vive.
Referência:
LIBÂNEO, Jose Carlos.
Concepções e Práticas de Organização e
Gestão da Escola: considerações introdutórias para um exame crítico da
discussão atual no Brasil. Artigo publicado na Revista Española de
Educación Comparada, Madrid, Espanha. Año 2007, Numero 13. Edición monográfica:
Administración y gestión de los centros escolares: panorámica internacional.
Disponível em:

Comentários
Postar um comentário