Síntese da teoria de Wallon
O primeiro sistema de comunicação expressiva das crianças
são suas próprias emoções, que são à base do desenvolvimento da inteligência e
que acontecem em trocas sociais como a imitação. Pela imitação, a
criança expressa seus desejos de participar e se diferenciar dos outros se
constituindo em sujeito próprio.
Segundo GALVÃO (2000), Wallon
argumenta que as trocas relacionais da criança com os outros são fundamentais para
o desenvolvimento da pessoa, desenvolvimento este que ocorre através de uma
sucessão de estágios, onde o comportamento aprendido não é extinto, mas
integrado ao comportamento posterior.
De acordo com Wallon, o desenvolvimento humano tem
momentos de crise, isto é, uma criança ou um adulto não são capazes de se
desenvolver sem conflitos. Sendo assim cada estágio estabelece uma forma
específica de interação com o outro. A propósito os estágios são:
impulsivo-emocional, sensório-motor, personalismo, categorial e da
adolescência.
* Impulsivo- emocional- as emoções são o principal
instrumento com o meio.
*Sensório-motor e projetivo- fase onde a inteligência
predomina, os pensamentos neste estágio se projetam em atos motores.
*Pesrsonalismo- período crucial para a formação da
personalidade do indivíduo e da autoconsciência.
*Categorial- a criança começa a desenvolver as
capacidades de memória e atenção voluntária.
*Da adolescência- Série de conflitos internos e externos,
caracterizadamente afetiva, busca de autoafirmação e o desenvolvimento da sexualidade.
Acrescenta-se também que este autor destaca a importância
da afetividade no processo de desenvolvimento da personalidade da criança,
sendo esta a primeira forma de interação como o meio ambiente.
De acordo com Ferreira, A L; Acioly-Régnier:
“Wallon
conceitua afetividade como o domínio funcional que apresenta diferentes
manifestações que irão se complexificando ao longo do desenvolvimento e que
emergem de uma base eminentemente orgânica até alcançarem relações dinâmicas
com a cognição, como pode ser visto nos sentimentos.” (FERREIRA,
A. L.; ACIOLY-RÉGNIER. Pg.26, s/d)
Em Wallon, a cognição, como a afetividade, brota das
entranhas orgânicas e vai adquirindo complexidade e diferenciação na relação
dialética com o social.
A noção de pessoa apresentada por Wallon aponta para uma
síntese dos conjuntos funcionais (afetivo, motor e cognitivo) e para integração
dinâmica entre o orgânico e o social. Sua posição teórica era contrária à
compreensão do humano de forma fragmentada.
É contra a natureza tratar a criança
fragmentariamente. Em cada idade, ela constitui um conjunto indissociável e
original. Na sucessão de suas idades, ela é um único e mesmo ser em curso de
metamorfoses. Feita de contrastes e de conflitos, a sua unidade será por isso
ainda mais susceptível de desenvolvimento e de novidade. (WALLON, 2007, p.
198).
Portanto na proposta educativa walloniana, a
integração é um conceito fundamental na formação do educando, e é claramente
descrito por Mahoney (2008, p. 15):
Assim, a educação decorrente do estudo da teoria
walloniana implica a inclusão de uma visão de pessoa completa e engajada.
Apontamentos sobre a teoria
de Henri Wallon. Disponibilizado pela interdisciplina de Linguagem e educação.
YOUTUBE, Henri
Wallon,Disponível em:
Acessado em: 11 de jun 2018
FERREIRA, A. L.;
ACIOLY-RÉGNIER, N. M. Contribuições de Henri. Wallon.
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