Projetos de Aprendizagem como uma metodologia de ação pedagógica

Ao trabalharmos os Projetos de Aprendizagem como uma metodologia de ação pedagógica, ficou evidente que cabe ao professor orientar e mediar o processo de construção da aprendizagem para que o aluno se sinta responsável pela sua própria aprendizagem. Então, ao aplicarmos a metodologia de Projetos de Aprendizagem em nossas escolas, rumamos à mudança no ensino/aprendizagem e, consequentemente, à mudança na educação. Isso porque oportunizamos, na prática, um espaço de construção de conceitos e visão de mundo, a partir da realidade e curiosidade dos alunos.

Quando o aprendiz é desafiado a questionar, quando ele se perturba e necessita pensar para expressar suas dúvidas, quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, emergindo de sua história de vida, de seus interesses, seus valores e condições pessoais, passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas. Quem consegue formular com clareza um problema, a ser resolvido, começa a aprender a definir as direções de sua atividade (FAGUNDES, SATO, MAÇADA, 1999, p. 16).

Assim, nossa reflexão coletiva evidencia a metodologia que nós, professoras, adotamos com nossos alunos. Ela revela a forma como compreendemos, consciente ou inconscientemente, o processo de aprendizagem. E nossas concepções e entendimentos desse processo também determinam diferentes funções e papéis que assumimos em sala de aula.
Enfim, fomos convocadas ao objetivo maior de nossa missão: reconstruir o processo de ensino/aprendizagem através daquilo em que acreditamos, ou seja, promover por meio da investigação e pesquisa a oportunidade de nossos alunos serem protagonistas de seu processo de construção da aprendizagem. E, para isso, foi fundamental a ação através de uma pedagogia de projetos ativa.
Sobre o papel do professor, Lèvy (1997) afirma que:

A função-mor do docente não pode mais ser uma difusão dos conhecimentos.... Sua competência deve deslocar-se para o lado do incentivo para aprender e pensar... Sua atividade terá como centro o acompanhamento e o gerenciamento dos aprendizados: incitação ao intercâmbio dos saberes, mediação relacional e simbólica, pilotagem personalizada dos percursos de aprendizado etc.” (LÉVY 1997).

Destarte, desejamos que nossos alunos sejam sujeitos pensantes, pois segundo Fagundes et al. (2006, p. 18):

Se o ser humano deixa de ser uma criança perguntadora, curiosa, inventiva, confiante em sua capacidade de pensar, entusiasmado por explorações e por descobertas, persistente nas suas buscas de soluções, é porque nós, que o educamos, decidimos “domesticar” essa criança, em vez de ajudá-la a aprender, a continuar aprendendo e descobrindo. (FAGUNDES et al. (2006, p. 18)

Portanto ao aplicarmos a metodologia de Projeto de Aprendizagem junto às nossas escolas e alunos, estamos caminhando em direção à mudança no ensino/aprendizagem, mudança na educação, pois estamos oportunizando, na prática, que nossos alunos tenham um espaço de construção de conceitos e visão de mundo, a partir de sua realidade, de suas curiosidades.


Referências:

FAGUNDES, Léa da Cruz; SATO, Luciane Sayuri; MAÇADA, Débora Laurino. Aprendizes do futuro: as inovações começaram! São Paulo: Agência Espacial Brasileira, 2006. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1881763/mod_folder/content/0/Aprendizagens%20do%20futuro.pdf?forcedownload=1  Acesso em: 16 abr. 2017.

FAGUNDES, Léa da Cruz, ARAGÓN, Rosane, BASSO, Marcus Vinicius de Azevedo, BITTENCOURT, Juliano de Vargas, MENEZES, Crediné Silva de, MONTEIRO, Valéria Cristina. Projetos de Aprendizagem: uma experiência mediada por ambientes telemáticos. Revista brasileira de informática na educação. Florianópolis. Vol. 14, no. 1 (jan./abr. 2006), p. 29-39. Disponível em:

LÉVY, Pierre. A Nova Relação com o Saber. Capturado em 20 de jan 1999. Online. Disponível em:



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