A escola num mundo líquido

De acordo com Baumam” houve um tempo em que os conceitos eram sólidos, ideias, ideologias,blocos de pensamento, relações, interação entre pessoas, em que os pensamentos moldavam a realidade.”
Segundo Baumam “ estamos num estado de INTERREGNO, ou seja, não somos uma coisa e nem outra, no estado de interregno as formas como aprendemos a lidar com os desafios da realidade não funcionam mais.
Questiono-me, como fica a escola diante de tanta fluidez?
Para Baumam,” estamos nos afogando em informações e famintos por sabedoria e não temos tempo de reciclar fragmentos de informações variadas.
 Neste mundo hiperconectado qual é o papel da educação tradicional nas escolas?
As escolas são vítimas da cultura imediatista, baseado nesta cultura não há educação de qualidade.
Como atingir os alunos numa cultura como esta? Como acompanhar este ritmo de vida?
Ainda usamos quadro e giz, atividades que são cópias do quadro para o caderno, ainda engatinhamos neste mundo em que nada é estável ou sólido. Nós os docentes precisamos refletir na escola que temos e na escola que queremos, proporcionar aos educandos deste mundo líquido uma metodologia que acompanhe toda esta fluidez e uma das tentativas é o trabalho com o projeto de aprendizagem, onde o aluno parte de seu interesse de sua curiosidade e realidade, onde possa lidar e interagir com a tecnologia, como celulares, tabletes , notebooks, sendo protagonista de sua própria aprendizagem.

Referência:
Vídeo. Entrevista com Zygmunt Baumam . A Fluidez  do MundoLlíquido. Disponível em:
Acesso em: 13/07/17




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