Altas
Habilidades
A diversidade é tão grande
que ser professor é ter que ter um olhar para as diferenças, procurando
favorecer um ensino mais individualizado, formando grupos de pessoas com
habilidades diferentes, atendendo a inclusão. É relevante que necessidades
diferenciadas exigem atenção diferenciada e não discriminação e isolamento.
De acordo com o texto” Um olhar para as altas habilidades:
construindo caminhos” a identificação das altas habilidades é, mais que tudo, a
identificação de uma assincronia, quer dizer, de uma ou mais funções que se
desenvolvem primeiro ou mais que as outras que, por sua vez, permanecem no seu
nível normal de desenvolvimento ou até abaixo dele.
Podemos afirmar, com Ourofino e
Guimarães (2007), que as altas habilidades podem ser definidas, exatamente, por
essa assincronia: a pessoa com altas habilidades tem um desenvolvimento
desigual nos diferentes aspectos que a constituem, sedo que esta assincronia em alguns casos é tão forte que
aparece na mesma pessoa, por um lado, através de desempenhos excepcionais, e,
por outro, em déficits de algumas funções. São os casos que denominamos
como dupla excepcionalidade, como nos casos de Síndrome de Asperger em que a
pessoa tem sérias dificuldades na área social, mas tem um excelente desempenho acadêmico
associado a alguma área específica.
Em minha carreira tive a
oportunidade de conhecer um aluno com altas habilidades, na época aluno do primeiro
ano, com inteligência acima da média, se destacava dos outros e estava
alfabetizado, porém com dificuldade em sua coordenação motora fina e com problemas
sérios na área social, confirmando que realmente há uma assincronia. É
interessante que para estabelecer se uma pessoa tem altas habilidades depende
compará-la com os que a cercam, foi exatamente o que aconteceu pude observar
que meu aluno tinha altas habilidades por compará-lo com outros, fato este que
seus pais ainda não haviam percebido, pois não tinham com quem comparar. Tive
que aprender a lidar com ele, pois ele era diferente no agir no aprender, no
raciocinar e no reagir.
Referência:
SÃO PAULO (Estado).
Secretaria da Educação. Um olhar para as altas habilidades: construindo
caminhos. Secretaria da Educação, CENP/CAPE; organização, Christina Menna
Barreto Cupertino. – São Paulo: FDE, 2008. Resumo disponível em:
Acesso em 29 de novembro 2017
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