MITOS E PRECONCEITOS SOBRE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA



Vivemos num mundo rico e diverso, podemos comparar esta diversidade a uma colcha de retalhos, de diferentes cores, tamanhos e textura, costurados ou unidos por uma única linha. Comparo aqui os retalhos as pessoas, a linha aos pensamentos que deveriam unir a todos.
 Amaral afirma que não há problema nenhum com as diferenças, nós somos diferentes e a deficiência existe e não há problemas, isto só mostra o quão diverso e rico é a condição humana, o problema é o como lidamos com isto que temos de pensar nos parâmetros do que é e o que não é normal. A diferença existe e é muito bom!
No  texto “Crocodilos e Avestruzes”  Amaral  fala do ser diferente, relata que ser diferente  é tudo aquilo que foge de um modelo. Amaral usa três critérios para avaliar o que é ser diferente;
 critérios estatísticos, pode usar a média e a moda,estrutural e funcional, que são biológicos e tipo ideal, padrões idealizados por um grupo dominante.
Na deficiência existem algumas diferenças, ela fala dos mitos que cercam e dificultam o trabalho com estas pessoas deficientes, ela faz a analogia dos crocodilos, que estes seriam os nossos mitos que cercam a deficiência. Esses mitos são de três tipos:
1) mitos em relação generalização indevida, ou seja, a pessoa tem deficiência num ponto e generalizamos como se ela fosse totalmente incapaz.
2) Correlação linear(ex: se um cego gosta de música  então  todos os cegos gostam de música) ou seja, fazemos uma correlação do ( se e  então).
3) Contágio osmótico, ou seja, as pessoas deixam de ter contato com o deficiente por que acham que de algum modo vão contrair a deficiência.
 Amaral fala das barreiras atitudinais, ou seja, os nossos preconceitos seriam como se fossem um filtro que estariam entre nós, a nossa atitude e a pessoa com deficiência, Amaral relata que os preconceitos, as nossas pré – concepções, elas agem como se fossem filtro, e esse filtro que vai mediar nossas ações, nossas reações, que vai guiar aquilo que agente pensa aquilo que a gente faz em relação ao deficiente.
 Amaral faz analogia do avestruz:  Muitas vezes, usamos mecanismo de defesa, para lidar com a deficiência, como técnicas e estratégias para lidar com tudo aquilo que gera ansiedade, desconforto, tensão. Usamos este mecanismo de defesa como um avestruz que enfia a cabeça dentro da terra, pra não enxergar a deficiência.  Ex: Ele é paralítico mais ele é bem inteligente.
Além disso, ela trabalha com três conceitos difundidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS): Deficiência, Incapacidade e Desvantagem.
DEFICIÊNCIA: refere-se a uma perda ou anormalidade de estrutura ou função: Deficiências são relativas a toda alterações do corpo ou da aparência física, de um órgão ou de uma função, qualquer que seja a sua causa; em princípio deficiências significam perturbações no novel de órgãos (grifos da autora) (AMARAL, 1998, p. 24).
INCAPACIDADE: refere-se à restrição de atividades em decorrência de uma deficiência: Incapacidades refletem as consequências das deficiências em termos de desempenho e atividade funcional do indivíduo; as incapacidades representam perturbações ao nível da própria pessoa (grifos da autora) (AMARAL, 1998, p. 25).
DESVANTAGEM: refere-se à condição social de prejuízo resultante de deficiência e/ou incapacidade: Desvantagens dizem respeito aos prejuízos que o indivíduo experimenta devido à sua deficiência e incapacidade; as desvantagens refletem, pois a adaptação do indivíduo e a interação dele com seu meio (grifos da autora) (AMARAL, 1998, p. 25, grifos da autora).
Infelizmente os mitos que muitos professores  ajudam a propagar é de que os alunos com deficiência são incapazes de aprender, que são uns pobres coitados, que são vazios que nada pensam.
Os mecanismos  acionados são os mecanismos de defesa, ou seja,deixam os alunos com deficiência em canto da sala sem lhes dar a necessária atenção, afirmam não adianta nada ele não vai aprender.
Isto retrata a discriminação com os alunos com deficiência, nós professores em nossa prática devemos e podemos mudar as coisas por aceitar e entender esta diversidade, pois não há problema com a diferença e nem com a deficiência e sim com as questões e padrões que levaram a decidir o que é e o que não é normal.  
Referência:
Diferenças e preconceito na escola: Alternativas teóricas e práticas/coordenação de Julio Groppa Aquino.-São Paulo : Summus, 1998



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