AUTOCOSPIA
Ao ler o artigo de Alarcão me
deparei com a palavra autocospia, que
significa, observação e avaliação das suas próprias aulas.
Hoje fiz exatamente isto, observei e avaliei
minha prática, planejei uma aula diferenciada, com recursos visuais, como data
show, dinâmica de grupos para a construção de uma história coletiva e aula de artes com tinta têmpera.
Houve muito movimento em minha
sala de aula, muita agitação e muita troca de ideias entre os alunos de cada
grupo, eles passaram a dividir tarefas e interagir uns com os outros na
elaboração da história.
Um grupo composto por meninos com dificuldades
de aprendizagem e por um que não realiza nada em sala de aula, foi um dos
grupos que mais me chamou a atenção, pois neste, a participação e troca de
informações foi mais evidente, bonito de ver, quando o escriba perguntava, como
se escreve tal palavra? E aquele que não realiza as atividades respondia é com
dois SS é com RR.
Elaborar uma aula diferenciada é muito fácil, mas na prática não é tão
fácil assim, pois como já mencionei há movimento e muita agitação, o desgaste
do professor é muito grande, pois silêncio não há.
Este tipo de aula me fez refletir, a levantar
questões. Como diz Alarcão, para que estas modalidades de formação tenham um caráter
verdadeiramente formativo, isto é, dinâmico e construtivo, elas tem de ser imbuídas
da tal curiosidade prescrutadora e inquietante que se traduz numa atitude de
questionamento permanente.
Questionei: Deveria eu propor três atividades
diferenciadas no mesmo dia?
Se eu pro posse apenas uma
atividade diferenciada, haveria menos movimento?
Haveria mais silencio?
Eu não me desgastaria tanto?
Ao realizar a autocospia decidi
mudar minha ação, no turno da tarde decidi propor apenas uma atividade
diferenciada. Fizemos a dinâmica de grupo, para a construção da história
coletiva, foi bem mais organizado e menos agitação e o desgaste não foi tão
grande assim.
Jonh Smyth ( 1989 ) descrição,
interpretação, confronto,reconstrução.Só após a descrição do que penso e do que
faço me será possível encontrar as razões para os meus conceitos e para a minha
atuação, isto é, interpretar e abrir-me ao pensamento e à experiência dos
outros para, no confronto com eles e comigo próprio, ver como altero – e se
altero – a minha práxis educativa.
Referência:
ALARCÃO,ISABEL, Ser professor reflexivo, pg 9 e 10, conforme disponibilizado pela interdisciplina do Seminário integrador eixo V
Eliane,
ResponderExcluirGostei muito da tua postagem pois ela coloca para "conversar" a teoria e a prática da sala de aula. Relatos assim, que ancoram na prática a teoria são sempre estimulantes.
Parabéns!
[]'s
Tutora Jacque