Brasil multicultural


  No Brasil há uma diversidade de cores e de raças, e  é tão diversa que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm dificuldades durante o censo para estabelecer quem é negro, mulato ou branco.  Certamente reconhecer que a sociedade brasileira é multicultural significa compreender a diversidade ética e cultural dos diferentes grupos. Na enquete que realizei cujo tema é Etnia – racial, dos que participaram todos concordaram que o Brasil é multicultural.

Surpreendentemente, em outros países acreditam que aqui no Brasil vivemos em harmonia por ser um país multicultural, de fato éramos para viver numa paz constante se não fosse o negro ser colocado como inferior, prova disto foi o que aconteceu com a Miss Brasil 2017, Monalysa Alcântara que foi humilhada e detonada na internet por se negra.
Foi atacada pelas redes sociais com mensagens racistas. Um dos comentários mais debatidos foi o de uma internauta que disse que Monalysa tem cara de empregadinha.

Faço uma ressalva, não é somente o negro que é colocado como inferior, mas também o índio e as pessoas com deficiência.  Vivemos num país onde a herança do preconceito racial é muito presente, apesar de haver certa negação ou omissão do problema.

 De acordo com a pesquisa on line, a noção de igualdade apesar de tornar-se a exigência moral em que todos devem ser tratados da mesma forma como cidadãos, na prática isto não acontece.  As marcas dessa herança cultural estão muitas vezes implícitas em letras de músicas, na mídia e até mesmo na Literatura Infantil. A maioria das histórias e contos apresentados às crianças ou lidos por elas enfatiza a cultura europeia; podemos exemplificar com os seguintes contos: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, dentre outros.

   Para solucionar estes problemas de racismo e preconceito foi criada a lei 10.639/03 para ajudar no combate ao preconceito com o ensino da história e cultura Afro-Brasileira.
No entanto as escolas Brasileiras ainda estão longe de serem democrática, pois de fato não possui um currículo que atenda a diversidade. Temos conhecimento que a temática História da África e Cultura Afro-brasileira devem ser trabalhadas dentro do currículo escolar de acordo com a Lei 10.639/2003 que torna obrigatório o ensino das mesmas. Para 37,5% das pessoas que responderam a enquete etnia – racial, esta lei não será implementada e para 62,5 ela talvez seja implementada.

 Temos ainda a Lei 11645/2008, que dá a mesma orientação em relação a História e Cultura Indígena, essas duas leis possuem o mesmo objetivo que é conscientizar para uma educação antirracista e mostrar que a escola é um lugar de inclusão.

  Por tanto as diferenças devem ser vistas como algo bom, pois a escola é onde formaremos pessoas pensantes, com autonomia que futuramente fará parte da sociedade, 87,5% das pessoas que participaram da enquete Etnia – Racial afirmam que atividades educacionais que oportunizem conhecimentos sobre a diversidade na escola, são fundamentais para ampliar a compreensão e fortalecer a ação de combate à discriminação e ao preconceito.
        
 Não bastarão Leis, se não houver a transformação de mentalidades e práticas, precisamos de ações que promovam a discussão desses temas que motivem a reflexão individual, coletiva e contribuam para a superação e eliminação de qualquer tratamento preconceituoso.
   
 De acordo com as ideias de Izabel Maior, a educação inclusiva é a única estratégia para  acabar com a discriminação, pois as crianças que convivem com outras crianças que são diferentes dela não discriminarão nem negros, nem criarão diferenças de gêneros nem maltratarão pessoas com deficiência e serão capazes de entender a diversidade como valor, a diversidade cultural, religiosa, sexual, todas as diversidades serão abraçadas naturalmente através da educação inclusiva. Portanto é a convivência que nos faz pensar no outro e o outro se colocar no nosso lugar.

  Concordo com as ideias de Izabel Maior, pois neste ano letivo de 2017, no quarto ano tenho uma aluna cadeirante, um aluno com defasagem cognitiva, três alunos não alfabetizados no quarto ano. São tantas as diferenças que tenho que fazer planejamento de aula diferenciado para contemplar a todos. Quanto à aluna cadeirante é bem aceita pelos seus colegas, a turma a acompanha desde o primeiro ano, a escola fez adaptações para receber e continuar atendo as necessidades da aluna, como rampas e sala de aula no térreo com televisão dentro da sala de aula, visto que a sala de vídeo fica no segundo andar e a aluna não poderia participar. Portanto este fato vem ao encontro  da opinião de 87,5% das pessoas que participaram da enquete de que  ninguém nasce preconceituoso.

 Da mesma forma que pensa Izabel Maior, para Mioranza e Rosch “a instituição escolar, tem papel fundamental no combate ao preconceito e á discriminação, porque participa na elaboração de atitudes e valores essenciais á formação da cidadania de nossos educandos”

Referências:

MIORANZA, Ângela, ROESCH, Isabel, A diversidade Cultural no cotidiano da sala de aula. Disponível  em:
Acesso em 2 de novembro de 2017.

PIMENTEL,Josiane,SILVA, Juliana,SANTOS,Nathalya,Racismo na escola: Um desafio a ser superado. Disponível em:
Acesso em: 2 de novembro de 2017.

TERRA SERVIÇOS, Qual a diferença entre preto, pardo e negro? Disponível em:
. Acesso em: 2 de novembro de 2017.

MAIOR, Izabel. História, conceito e tipos de deficiência. Disponível em:
Acesso em 3 de novembro 2017

YOUTUBE. Deficiências e Diferenças com Izabel Maior e Benilton Bezerra.  Vídeo. Publicado em 24 de jun de 2016. Disponível em:
Acesso em 3 de novembro 2017.

TONIOLO,Eliane, enquete on line, Etnia - racial. disponível em: 






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