DIVERSIDADE
E PRECONCEITO
No Brasil há uma diversidade
de cores e de raças tal qual uma colcha de retalhos, é tão diversa que o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm dificuldades durante
o censo para estabelecer quem é negro, mulato ou branco. Onde observo esta
diversidade é dentro da escola, mais precisamente em minha sala de aula. Além
da diversidade racial no espaço escolar, temos a diversidade em relação aos
alunos com necessidades especiais. Neste ano letivo de 2017, no quarto ano
tenho uma aluna cadeirante, um aluno com defasagem cognitiva, três alunos não alfabetizados
no quarto ano. São tantas as diferenças que tenho que fazer planejamento de
aula diferenciado para contemplar a todos. Quanto à aluna cadeirante é bem
aceita pelos seus colegas, a turma a acompanha desde o primeiro ano, a escola
fez adaptações para receber e continuar atendo as necessidades da aluna, como
rampas e sala de aula no térreo com televisão dentro da sala de aula, visto que
a sala de vídeo fica no segundo andar e a aluna não poderia participar. Os demais alunos são atendidos na sala de
recursos.
A escola onde estou inserida
reconhece esta diversidade pois está sempre pronta a se adequar as necessidades
de seus alunos sejam especiais ou não.
De acordo com Ana Lúcia Valente
pós doutora em Antropologia Social “ Reconhecer a diversidade de culturas é o
melhor caminho para superarmos tensões e conflitos. Ancorados na percepção das
diferenças étnicas, raciais e de gênero podemos construir uma sociedade mais
democrática”.
PRECONCEITO
No artigo do Jornal do Sindicato dos
trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul
Novembro de 2008, uma das grandes
tarefas da Educação é o combate à todas as formas de preconceito, especialmente
o racismo, que apesar de todos os avanços e debates ainda está muito presente,
sendo sutilmente reproduzido através de práticas, de conceitos e pré-conceitos.
Uma situação de preconceito
ocorreu agora em 2007 com a Miss Brasil Monalysa Alcântara foi humilhada e
detonada na internet por se negra.
Foi atacada pelas redes
sociais com mensagens racistas. Um dos comentários mais debatidos foi o de uma
internauta que disse que Monalysa tem cara de “empregadinha”.
Em minha turma do quarto ano
tem alunos da raça negra que afirmaram que sofrem racismo na escola por parte
de alguns colegas que quando se chateiam com eles lhes chamam de “macaco”.
Diante deste contexto,
somente a Lei 10.639/03 que inclui no currículo escolar o ensino da disciplina
de História e Cultura Afro-Brasileira não bastará, será preciso garantir a sua
implementação na prática.
Referências:
Revista E-Curriculum, Diversidade, São Paulo, v. 2, n. 2, junho 2007.
http://www.pucsp.br/ecurriculum
Jornal do Sindicato dos trabalhadores em Educação do Rio
grande do sul, Semana da Consciência Negra,
Sineta Especial, novembro 2008
Blastingnews, Negra
e linda , Miss brasil2017 foi detonada e humilhada na internet.Disponível
em:
Eliane, parabenizo sua escola por pensar e agir a favor de alunos incluídos, como a criação de rampas para que sua aluna cadeirante tenha acesso aos diversos recintos da escola. Já quando fala sobre racismo, conta que alguns dos seus alunos negros relatam fatos de racismo sofridos por eles. Sabe-se que existe a Lei 10.639/03, você trabalhou esta Lei com seus alunos?, trabalha sobre a diversidade?, que atitude você tomou quando ouviu o relato dos seus alunos que sofreram racismo?. Aguardo o seu relato, são muito ricos e com excelente reflexão.
ResponderExcluirAbraços