ESCOLAS BILÍNGUES PARA SURDOS


O primeiro item da Declaração Universal dos Direitos do Homem diz que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.(Direitos humanos no cotidiano. Ministério da justiça , Secretaria Nacional dos Direitos humanos.Brasília/são Paulo.Unesco/USP,1998)
Baseado neste artigo é que os educadores lutaram para que a escola incluísse crianças e jovens com deficiência em escolas regulares, pois todos têm os mesmos direitos. De acordo com a revista nova escola de outubro de 2007, 90% dos matriculados frequentavam instituições ou classes especiais. Hoje quase metade está em salas regulares. Mas surge a pergunta será que as salas regulares são para os surdos?
No texto “Em defesa da escola bilíngue para surdos: a história de lutas do movimento surdo brasileiro’ de Ana Regina Campello e Patrícia Luiza Ferreira Rezende, conta a história dos surdos em defesa da escola bilíngue, uma história que foi e ainda é uma explosão de mobilizações sem procedentes, em que surdos de praticamente todas as regiões do país foram mobilizados e mobilizadores  para defender a qualidade da educação para nossas crianças surdas.
 Quanto à inclusão de alunos em escolas de ensino regular, uma escola especial visitada  mostra-se contra. Segundo a diretora (2009), “colocar uma criança surda em uma classe regular é matar uma língua, é tirar o direito dessa criança de aprender uma língua com a qual ela possa se expressar e se comunicar.”
Um dos argumentos usados por pessoas que são a favor da inclusão em classes regulares é de que professores do ensino regular aprenderão LIBRAS para que possam se comunicar com o aluno surdo. No entanto, segundo a escola (2009), isso não será possível. A LIBRAS é uma língua na qual a fluência só será alcançada por meio do convívio diário com outros indivíduos que a usam para a comunicação, assim como acontece com as demais línguas, como o inglês.
[...]
Este convívio só existe apenas nas instituições especiais e em famílias em que há membros surdos.
Concluo então que as escolas especiais bilíngues ainda são muito necessárias para os surdos, pois é lá que vão aprender e desenvolver a língua materna LIBRAS.

Referências:

Revista nova escola


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