Evolução das Concepções: Reflexão 3 Quinto Semestre


 Segundo LA TAILLE (2009 P. (261): “Um verdadeiro convívio escolar é aquele que: ajuda a desenvolver o desenvolvimento do juízo moral, deve comportar espaços de relacionamento inspirados pela cooperação, e incentivar, entre os alunos, um trabalho em grupo”).
Sendo assim é por meio do contato com pessoas diferentes que podemos aproveitar a oportunidade de nos conhecermos melhor, estabelecer limites e compartilhar experiências. Portanto, o convívio social faz-se necessário também para a construção de quem nós somos e da concepção da bagagem cultural que carregamos conosco.
          Minha escola tem como filosofia a educação integral do aluno, devendo ter como embasamento sua vivência para que ocorra o desenvolvimento do seu senso crítico e de sua cidadania, onde o respeito e a solidariedade sejam princípios para a formação de um cidadão que saiba cumprir seus deveres e, em contrapartida, saiba também lutar pelos seus direitos. 
  Segundo Maturana (1993, p.32): A tarefa do educador é criar um espaço de convivência para o qual se  convida  o outro, de modo que o outro esteja disposto a conviver conosco, por certo tempo,  espontaneamente. E nessa convivência, ambos, educador e aprendiz, irão  trans formar-se de maneira congruente.
                                                                    
 Interessante que, Maturana, fala sobre transformações que ocorrem no decorrer de nossa vida, e trazem mudanças em nosso emocional, e quando isso acontece nem sempre estamos preparados para acompanhar, pois não esperamos alterações que nunca antes havíamos desejado. (MATURANA apud REAL, s/d, p.8,9)
Muitas das dificuldades que enfrentamos quando adultos tem relação com a nossa infância. Portanto na relação professor-aluno, está implicada uma relação de amor, uma relação afetiva, e uma relação de confiança de valorização do conhecimento, da revelação das habilidades e potencialidades do outro, só é possível através da afetividade. Com o afeto a criança se redescobre, se percebe, se valoriza, aprende a se amar transferindo este afeto em suas vivências e consequentemente na aprendizagem escolar.
Para Freud a relação entre professor e aluno para uma educação satisfatória é de suma importância, pois esta relação é permeada por sentimentos contraditórios, conflitantes e ambivalentes, e que esta configuração ameaça o sucesso escolar do aluno e dificulta o trabalho do professor.

Referências:

MATURANA, Humberto. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2001
Meu artigo, Brasil escola, A importância do conceito de transferência na relação professor-aluno.
 Disponível em:
Pucpr, Diversidade e direitos humanos: a escola como espaço de discussão e convívio com a diferença.
 Disponível em:
    

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