"ESCOLAS DEMOCRÁTICAS'




Na curta metragem “Escolas democráticas”, pude observar que as salas de aula se comparam a auditórios, onde os alunos ficam sentados apenas assistindo a atuação de seus professores que em muitos momentos se mostram apáticos, preocupados apenas em transmitir conhecimentos, configurando então uma pedagogia diretiva.
Para Becker, nesta pedagogia:  

“o professor acredita que o aluno aprende se, e somente se, ele ensinar, isto é, transmitir. Tudo o que o aluno tem a fazer é submeter-se à fala do professor: parar, ficar em silêncio, prestar atenção e repetir o que foi transmitido, tantas vezes quantas forem necessárias, copiando,lendo o que copiou, repetindo o que copiou etc.” (BECKER, 2012, p. 16)


  De acordo com Freire esta pedagogia diretiva caracteriza uma educação bancária.

                                       “A educação se torna um ato de depositar, em que os educando são os depositários e o educador o depositante. Em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e depósitos que os educando, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção “bancária” da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educando é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los.”( FREIRE, 1996, s/p )

 O que fazer para mudar esta situação em que se encontram nossas escolas, nossas salas de aula?
Fernando Becker responde que é necessário mais laboratório e menos auditório. Vemos na curta metragem uma cena em que a professora esta ensinando a anatomia de uma borboleta desenhada no quadro , quando de repente aparece na janela uma borboleta ao vivo e a cores voando com toda a sua beleza, chamando a atenção da aluna. Este seria um momento maravilhoso para que a sala de aula se transformasse em um laboratório, entraria ali a observação, pois o objeto em estudo seria algo concreto, vivo, em movimento, fazendo todo sentido.
Mas o que acontece quando a professora percebe que a aluna esta olhando pela janela?
Briga, fecha a cutina, impõe que a aluna passe a olhar para o auditório, que continue sendo apenas mera assistente.
Esta atitude nos leva a pensar na concepção de epistemologia genética onde o conhecimento é resultado da ação do sujeito sobre o mundo, sendo que os métodos pedagógicos não podem resumir-se a transmissões verbais.
Como a aluna iria aprender se não pôde interagir com o meio?
Estudos existem para que as mudanças aconteçam, mas cabe a cada educador fazer a sua parte.

Referências:
BECKER, FERNANDO. Educação e Construção do conhecimento.
2ªed, Porto Alegre: Penso, 2012.

FREIRE, Paulo – Pedagogia do Oprimido. São Paulo: Paz e Terra. Pp.57-76. 1996
Disponibilizado em:
Acessado em : 9 de março de 2018-03-10

Acessado: 10 de março de 2018-03-11



Comentários

  1. Olá, no curta metragem “Escolas democráticas”, percebemos formas de trabalhar com os alunos, que infelizmente são usadas por muitos professores na atualidade, como de não aceitar o que o aluno tem para dizer, mesas enfileiradas, o mesmo conteúdo repassado da mesma maneira sempre.
    Abraços

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