O Ensino de História no Brasil
Após leitura do texto da autora Elza
Nadai (1993), O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva,
foi possível abarcar a retrospectiva histórica sobre o ensino de História no
Brasil.
A autora mostra uma crise na história
historicista que dá lugar à superação do modelo tradicional através de
modificações da própria produção científica, pois haviam descompassos sociais e
incapacidades da instituição escolar desde suas raízes francesas. Dessa forma
houve possibilidade do pensar, fazer e escrever história, obrigando os
profissionais a questionar criticamente os alicerces e pressupostos da ciência
e do ensino.
Pode-se afirmar, a partir de tal
leitura, que a crise supracitada ainda se apresenta na contemporaneidade,
embora haja diversas propostas de ensino e práticas docentes que tornam viável
outras concepções de História.
De acordo com
Mendes (1935 apud Nadai,1993, p.143):
Nossos adolescentes
também detestam a História. voltando-lhe ódio estranhado e dela se vingam
sempre que podem, ou decorando o mínimo de conhecimentos ‘que o ponto’ exige ou
se valendo lestamente da ‘cola’ para passar nos exames. Demos ampla absolvição
à juventude. A História como lhes é ensinada, é realmente odiosa...(Mendes 1935
apud Nadai, 1993, p.143)
Evidentemente, concordo com o
autor, pois, emergidos em um modelo tradicionalista de dar aula, os
professores acabam realizando aulas conservadoras e expositivas, em que só conseguem extrair do aluno a aversão às aulas de história. Assim, esse método mostra-se ineficaz, podendo levar à formação de seres acríticos e, por vezes, preguiçosos em sala de aula.
Embora discordar ou defender um ponto de vista diferente seja difícil para aqueles que têm à sua disposição apenas as informações passadas pelo mestre ou contidas no livro didático, podemos afirmar que o problema não se encontra , necessariamente, na falta de interesse dos alunos quanto à disciplina de História, mas na metodologia adotada pelo professor em sala de aula .
Portanto, torna-se a História uma disciplina de fundamental importância para ser ensinada e principalmente discutida em sala de aula. E, mesmo contendo contradições, o aprendizado histórico é extremamente válido e necessário, pois como definiu Nadai (1993, pg. 160) “... dificilmente encontraremos quem desconheça o papel da História para ajudá-lo na compreensão de si, dos outros e do lugar que ocupamos na sociedade e no dever histórico. ”
Portanto, torna-se a História uma disciplina de fundamental importância para ser ensinada e principalmente discutida em sala de aula. E, mesmo contendo contradições, o aprendizado histórico é extremamente válido e necessário, pois como definiu Nadai (1993, pg. 160) “... dificilmente encontraremos quem desconheça o papel da História para ajudá-lo na compreensão de si, dos outros e do lugar que ocupamos na sociedade e no dever histórico. ”
Referências :
ABUD, Katia. Currículos de história e políticas públicas: os programas de história do Brasil na escola secundária. In: BITTENCOURT, Circe. O saber histórico na sala de aula. 9.ed. São Paulo: Contexto, 2004.
ABUD, Katia. Currículos de história e políticas públicas: os programas de história do Brasil na escola secundária. In: BITTENCOURT, Circe. O saber histórico na sala de aula. 9.ed. São Paulo: Contexto, 2004.
NADAI, Elza. O ensino de História no Brasil : trajetória e perspectiva. In: Revista Brasileira de História. V. 13, n. 25//26. São Paulo: Sete de Setembro/ 92 a ago 93, p. 143-162.

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