MÚSICA E INCLUSÃO
Na concepção de Brito (1998 ), a música é a “alquimia”que
organiza sons de diferentes qualidades, gerando emoções, sensações, percepções
e pensamentos que refletem o modo de sentir, perceber e pensar de um individuo,
de uma cultura ou época. (JOLY, 2003 pg 113). As frequências das notas musicais
geram ondas que podem ser representadas através de gráficos de ondas senóides
que interferem na formação molecular de quem a escuta, modificando
eletricamente os impulsos no cérebro, contribuindo para diferentes padrões
emocionais e cognitivos. Toda esta fonte física de música pode ajudar pessoas
que tenham necessidades especiais de diversas formas.
A música é uma importante ferramenta de sociabilização,
aprendizado, autoestima para os alunos
com Necessidades Especiais, mas para isto existe a necessidade de professores
habilitados especificamente em música, com cursos na área de inclusão.
Grande parte do conhecimento adquirido para o ensino da
música é direcionado para os alunos “ouvintes”. Pouco se sabe e discute nas
universidades ou escolas técnicas sobre o ensino da música para pessoas com
deficiência, tanto auditiva quanto visual. Muitos no meio acadêmico acreditam
na impossibilidade de ensinar música para pessoas que não podem ouvir. A
história e a prática nos mostram efetivamente o contrário, onde pessoas que
nasceram surdas ou adquiriram a deficiência mais tarde fazem música de
qualidade e que nada se difere das
outras pessoas.
A música é uma arte feita para todos aqueles que possuem a
capacidade de sentir vibrações, pois antes de tudo, a música é um fator
natural, inerente do ser humano e da natureza como um todo. Sabemos que
fisicamente todo som produz vibração que podemos sentir, o que nos da a
possibilidade de imaginar-mos diversas frequências não pelo som produzido, mas
sim pela vibração oriunda destas frequências. “O som pode ser sentido de
diferentes modos, sentidos pelo corpo e não só pelo” ouvido”.
A música por se tratar de uma atividade prazerosa é uma
importante ferramenta educativa em todos os momentos na vida dos alunos que
possuem Necessidades Educacionais Especiais.
Referências:
Paulo-ferreira-deficiencia-auditiva-pdf

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